Salatino
Sobre o Italian Greyhound


 

O Pequeno Lebrel Italiano, como o próprio nome já sugere, é o menor dentre todas as variedades de GALGOS. Acredita-se que ele tenha surgido há mais de 2.000 anos na região do Mediterrâneo entre Grécia, Turquia e Egito.

 

Imagina-se que esse elegante e adorável galguinho foi desenvolvido para ser principalmente um animal de companhia, numa tentativa de miniaturização dos grandes galgos que eram utilizados para a caça.

 

Foi na Idade Média que a incontestável graça dos galguinhos começou a transformá-los em companheiros bastante apreciados na região sudeste da Europa fazendo deles, a partir do século 16, os cães favoritos da realeza local sendo então fartamente retratados pelos mais importantes pintores da época, principalmente os italianos.

 

De beleza incomum e de temperamento carinhoso, o moderno galguinho continua até os dias de hoje derramando todo o seu charme e elegância pelos sofás, poltronas e camas das mais variadas sociedades.

 

O Pequeno Lebrel Italiano, com participação crescente e ativa em exposições de beleza e obediência, vem cada vez mais alcançando excelentes resultados em suas apresentações e com isso conquistando maior número de amantes pelo mundo afora.

 

Graças a seu tamanho reduzido e a seu temperamento dócil, o galguinho tem sido cada vez mais utilizado como cão de terapia e tem se mostrando um excelente ator na moderna técnica de auxílio às pessoas doentes.

 

É preciso entretanto lembrar que mesmo com todas essas qualidades o Pequeno Lebrel Italiano não é um cão para qualquer pessoa pois apesar de seu tamanho reduzido ele é um animal que necessita de espaço para se exercitar e não deve nunca ser criado confinado em um apartamento.

 

Pisos escorregadios são inimigos mortais dos galguinhos pois eles necessitam correr livremente para poderem desenvolver adequadamente toda musculatura que lhe servirá de proteção à sua estrutura óssea.

 

Cães criados confinados, não conseguindo portanto desenvolver musculatura, acabam se tornando fortes candidatos a sofrerem fraturas ósseas durante eventuais brincadeiras mais bruscas.

 

Não se esqueça nunca que um galguinho, em condições normais de saúde, viverá 12 ou mais anos e que você será durante toda a vida dele o único responsável direto por sua manutenção e saúde.

 

Qualquer dúvida que você tenha com relação à compra de um filhote, por gentileza entre em contato conosco que teremos o maior prazer em ajudá-lo nessa tão importante decisão que é a de levar um novo ser vivo para o convívio de seu lar.

 

QUANDO TUDO COMEÇOU

 

Meu interesse pelos galgos vem de longuíssima data.

 

A primeira vez na minha vida que pus os meus olhos sobre um galgo de verdade foi em 1963. Estava eu então com 10 anos de idade, indo para o Colégio Nossa Senhora do Carmo que ficava na Praça Clóvis Beviláqua quando de dentro do ônibus avistei uma senhora que caminhava, pela calçada da Rua do Arouche, levando a passear com uma linda coleira um magérrimo cão cor de areia.

 

Naquele dia assisti às aulas com a cabeça naquele cachorro e ao chegar em casa fui correndo pesquisar a Enciclopédia Barsa (logicamente naquela “era” não havia internet) para saber qual seria aquela raça de cão que tanto me encantara. Logo descobri que se tratava de um galgo e pelo tamanho daquele exemplar, tudo indicava se tratar de um Whippet.

 

Alguns anos mais tarde tive a sorte de conhecer a criadora daquele cachorro e que até hoje é a minha grande amiga Maria Lúcia Kernke que foi a primeira criadora de Whippets e Greyhounds em nosso país tendo registrado sua primneira ninhada em 1947 no lendário canil Pirajense localizado em Campinas SP.

 

No final dos anos 70, morando então na França, tive a oportunidade de conhecer o Petit Levrier Italien que é o nome dado naquele país ao Pequeno Lebrel Italiano. Naquele momento achei aquele cãozinho a raça mais perfeita que poderia existir no mundo pois reunia ao mesmo tempo uma beleza extravagante, uma elegância inquestionável e uma praticidade insuperável em sua manutenção.

 

Em 1980, então de volta ao Brasil, agora amigo de Maria Lúcia Kernke e já criando Whippets sob o sufixo WHIPOJUCA, resolvi que também queria criar Pequeno Lebrel Italiano.

 

Decidi então entrar em contato com o criador francês Mr. Louis Lelias do canil Des Pitchoun Diables e dele comprei quatro cães:

 
 

Sirius Des Pitchoun Diables, um lindo macho cinza que foi o pai da primeira ninhada de galguinhos registrada no Canil Whipojuca e que foi modelo em uma campanha publicitária da marca Lycra.

 

Samba Des Pitchoun Diables, uma charmosa e lindíssima fêmea isabela que foi a mãe do primeiro galguinho campeão de minha criação e que se chamava Grissini de Whipojuca.

 

Savina Des Pitchoun Diables e Severina Des Pitchoun Diables, duas irmãs de ninhada que foram, juntamente com a Samba, importantes matrizes do canil Whipojuca.

 

Na mesma ocasião também trouxe ao Brasil um outro galguinho, comprado por intermédio do até hoje criador de Petit Levrier Italien e Salukis Mr. Jean Louis Grunheid, que se chamava Scapin du Pigeonier Romain. Infelizmente esse cão tinha sérios problemas de mordedura e de estrutura; por sorte além de tudo isso ele também era estéril.

 
 

Só depois de haver importado todos esses cães e de ter iniciado em 1980 minha criação de galguinhos, fui descobrir que havia, naquela época, um grave problema na raça: os galguinhos de então possuíam uma extremada fragilidade óssea o que lhes causava frequentes fraturas nas pernas.

 

Após cinco anos de criação e depois de ter tido alguns cães vítimas de fraturas, decidi encerrar minha criação castrando todo o plantel que estava em meu poder.

 

Em 2006, quando os galguinhos eram apenas parte do meu passado cinófilo e o Canil Salatino já de há muito estava focado em Salukis, Papillons e Dachshund Miniatura de Pêlo Longo, o nosso querido amigo Gabriel Valdez, renomado juiz e proprietário do canil DaVinci’s da Colômbia, em visita ao Brasil e ao nosso canil, gentilmente resolveu nos presentear com uma belíssima galguinha negra chamada DaVinci’s Lucrecia Borgia. Como se não bastasse o maravilhoso presente, a Lucrecia ainda por cima estava coberta pelo campeão americano Belcanto Indian Summer que é de criação e propriedade daquela que se transformou em nossa mentora e amiga sincera Patrícia Anders do canil Belcanto, localizado em Stauton, Virginia, USA.

 

A partir daí a retomada aos galguinhos era inevitável e felizmente foi triunfal.

 

Em Setembro de 2006 nasceram 7 lindos filhotes da Lucrecia e que foram nossos primeiros galguinhos agora registrados no Canil Salatino que é de propriedade minha e de meu sócio Rochester.

 

Em 2007 Rochester e eu fomos à França para uma vez mais buscar galguinhos e por incrível que pareça novamente do Mr. Louis Lelias, agora na casa dos 90 anos de idade, que mantém ativo até hoje o canil Des Pitchoun Diables e que é considerado o mais antigo criador de Petit Levrier Italien de toda a Europa.

 

Dessa viagem trouxemos do Mr. Louis Lelias um macho isabela chamado Bianco Des Pitchoun Diables e também um lindo macho cinza, nascido em um famoso canil francês da atualidade cujos proprietários são o casal Laveyssiere, cujo nome é Cyrano Du Domaine De Chanteloup.

 

Em seguida, ainda durante o ano de 2007, nosso amigo Gabriel Valdez nos mandou mais duas de suas cadelas adultas, a de cor isabela Davinci’s Mia Dolce Condoleeza e de cor azul Belcanto Davinci’s Sicília.

 

Recentemente, em Maio de 2008, fomos aos EUA buscar com nossa amiga e mentora Patrícia Anders do Canil Belcanto, duas preciosidades da raça, o macho vermelho Belcanto Mandrake The Magician e a fêmea isabela Belcanto Ionia The Enchantress. Tanto Mandrake quanto Ionia, embora americanos são praticamente sólidos e assim poderão colaborar bastante no aperfeiçoamento das estruturas de nossos galguinhos europeus.

 

A CONTRAPOSIÇÃO DOS PADRÕES FCI E AKC

 

Embora esses dois padrões sejam coincidentes na maioria de suas assertivas relativas à estrutura e movimentação, no que tange à cor dos galguinhos há uma contraditória divergência praticamente intransponível entre eles e que acaba por dividir a raça ao meio.

 

Enquanto na Europa e nos países filiados à FCI os galguinhos têm necessariamente que ter coloração SÓLIDA, permitindo o padrão FCI marcações brancas apenas no peito e nos pés, o AKC aceita cães com manchas brancas por todo o corpo podendo inclusive chegar a um animal totalmente branco desde que bem pigmentado.

 

Essa questão tem sido motivo de debates e discussões apaixonadas e ferrenhas entre aqueles criadores europeus que concordam e aqueles que discordam dessa regra limitante de coloração. Indubitavelmente na média os cães americanos têm melhores estruturas e movimentações do que os cães europeus e isso se explica pela maior liberdade dada aos americanos pelo padrão AKC que não impõe limites de cores.

 

O grande desafio dos criadores filiados à FCI é criarem cães sólidos e ao mesmo tempo com boas estruturas e essa é a razão de nós, do Canil Salatino, trabalharmos com linhas de sangue importadas tanto da Europa quanto dos Estados Unidos.

 

 

Canil Salatino

Rochester Oliveira e Claudio Gornati

salatino@salatino.com.br

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