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CUIDADOS BÁSICOS PARA QUEM QUER ADQUIRIR UM FILHOTE
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A vontade de comprar logo um filhotinho pode nos fazer esquecer de uma série de questões importantes. Por isso após decidir adquirir um cão não tenha pressa. Em primeiro lugar, você deve se perguntar: para qual finalidade quero o cãozinho? Companhia? Exposições? Prática de esportes? Pet terapia? Guarda? Cada raça canina foi desenvolvida para um propósito. Por isso, o ideal é pesquisar o máximo possível antes. Converse com criadores da raça que te interessar, bem como proprietários de cães dessa raça, leia artigos em revistas especializadas (com a Cães & Cia) e se certifique de que aquele é o cão que se encaixa no seu perfil. Leve em conta o espaço onde ficará o cão, o tempo que ele passará sozinho diariamente, a despesa mensal que ele trará, nível de atividade (quanto mais ativo, mais passeios e interação energética precisará), se convive bem com crianças (caso você tenha crianças em casa), manutenção da pelagem, etc. Lembre-se que a expectativa média de vida de um cão são 12 anos. Não vale a pena perder um tempo escolhendo bem o seu novo membro da família?
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A falta de pesquisa antes de comprar o animal é um dos fatores que mais contribuem para o abandono do cão. É comum ouvirmos “ah, mas ele cresceu demais!” ou “ele mordeu meu filho” como justificativas para o abandono de animais. Bastava uma pesquisa e a pessoa logo descobriria que aquele filhotinho se tornaria um cachorrão de 30 quilos, que produz fezes e se alimenta na proporção do seu tamanho. E também não é toda raça que tolera bem o convívio com crianças pequenas. Cães de porte reduzido, por exemplo, costumam erroneamente ser escolhidos para fazer companhia a crianças. No entanto, por serem pequeninos e, muitas vezes nervosinhos, acabam mordendo por se sentirem ameaçados pelos gestos bruscos e brincadeiras dos donos-mirins.
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Escolhida a raça, é hora de comprar bem! Para um não-conhecedor de raças, qualquer filhotinho amarelo e de orelhas caídas pode parecer um lindo Labrador. No entanto, para obter um filhote com todas as características físicas e temperamentais da sua raça preferida procure criadores de respaldo. Normalmente, filhotes provenientes de bons canis são caros. Mas sua qualidade é incomparável. Canis idôneos visam o aprimoramento da raça e não o lucro. Para isso, os criadores importam cães das melhores linhagens, selecionam os acasalamentos de modo a evitar doenças hereditárias e desvios de temperamento, registram todos os filhotes para obterem o pedigree (que custa apenas 30 reais e é o único documento que atesta que aquele cãozinho é de raça pura), vermifugam e vacinam toda a ninhada. Nada mais natural, no entanto, que o filhote valer um preço mais alto, não acha? Afinal, o investimento na criação é altíssimo e constante.
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Recomendamos, portanto, que você fuja de filhotes vendidos em feirinhas, vitrines de pet shop e leilões de Internet. Cãezinhos comprados nessas circunstâncias não raro são novinhos demais, estão abatidos, subnutridos e doentes. Além disso, quase sempre provêm de acasalamentos de baixa qualidade, fruto de pais e mães fora do padrão da raça física e estruturalmente. Isso acontece porque esse tipo de criação apenas voltada para o lucro não se preocupa com controle de doenças, bem-estar dos cães reprodutores e da ninhada (cuidados que são caros).
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Não apóie os picaretas. Um filhotinho doente pode trazer um enorme desgaste emocional, físico e financeiro para você e sua família. Algumas doenças, por exemplo, são causadas por vírus que vivem por até seis meses no ambiente onde o cão doente permaneceu, o que impede a aquisição de outros cães durante esse período. Outras doenças, como a displasia coxo-femoral (mau encaixe do fêmur com a bacia) causa extremo desconforto e dor ao cão e é comum em várias raças, como no Fila Brasileiro e no Labrador. Somente criadores preocupados irão tirar de reprodução machos e fêmeas portadores deste mal. Ou seja, procure bons criadores, pois o barato pode sair caro.
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Sempre que possível, visite pessoalmente o canil ou criador para conhecer de perto o modo como os cães são tratados e o estado deles (se estão tristonhos, magros, felizes, agressivos). Fuja de criadores que entregam o filhote em casa, que não permitem visitas ao canil ou que possuem cães em más condições. Tente sentir se está lidando com uma pessoa idônea ou com alguém que está apenas visando o lucro de uma transação comercial que envolve a vida do inocente cãozinho.
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Criadores que entregam em domicílio são especialmente ardilosos. Pois uma vez que o filhotinho esteja dentro da sua casa, no seu colo, abanando o rabinho e olhando para você com aquela carinha de “me salve!”, você certamente não vai resistir e é aí que mora o perigo...
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Em último caso, quando não for possível visitar pessoalmente o canil ou criador, peça referências dele no Kennel Clube da cidade dele, onde ele registra seus cães.
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Criadores idôneos não se recusam a fornecer os telefones do Kennel Clube além de referências de outras pessoas que já adquiriram filhotes seus para que com isto você possa conhecer melhor com quem está lidando.
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Nunca leve para casa um filhote que tomou apenas uma dose da vacina, seja ela qual for, ou que não tenha já tomado a segunda dose há pelo menos uma semana. Já está comprovado que a taxa de imunização proporcionada pela primeira dose da vacina é muito baixa e que o filhote só passa a estar satisfatoriamente imunizado a partir da segunda dose, estando totalmente imunizado somente depois do reforço da terceira dose.
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Há ainda algumas raças mais sensíveis para as quais se recomenda um programa de vacinação de quatro e até cinco doses de vacina. Afinal de contas o que significa o custo de uma vacina quando se leva em consideração todo o transtorno e o sofrimento que pode causar a ausência dela? Se o filhote tomou apenas uma dose da vacina, tenha paciência e aguarde até que o criador dê a segunda dose para então levar o filhotinho para sua casa. Não se esqueça que caberá a você providenciar uma terceira dose para que seu cãozinho fique totalmente imunizado. Criadores sérios têm sempre um eficaz programa de vacinação assistido por um médico veterinário e por isso são capazes de fornecer uma carteirinha de vacinas com os respectivos selos nela colados, com as datas corretamente preenchidas e devidamente assinada pelo veterinário.
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Outra indicação da compra de um filhote de qualidade é o fato do canil ou criador adotar a prática da microchipagem. Se o seu filhote é microchipado e descende de cães também microchipados você terá a certeza de que àquele animal corresponde um único pedigree e que não há nenhuma possibilidade de fraude envolvida naquela criação.
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Há criadores inidôneos que possuem algumas poucas fêmeas com pedigree e outras tantas sem esse documento e desse modo registram sempre ninhadas numerosas onde parte dos filhotes foram “esquentados” , ou seja, não representam aquilo que está escrito em seus pedigrees.
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Outra vantagem do microchip é que caso o seu cão venha a se perder ou a ser furtado, ele poderá facilmente ser identificado através do leitor de michochips e você poderá assim provar que ele é seu. Para tanto você deve se cadastrar, via internet, no site do fabricante do microchip fornecendo todos os dados do seu cão assim como os seus dados pessoais permitindo deste modo que quando seu animal for encontrado você possa ser contatada/o.
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Além disso, o microchip é requisito para todos os cães que participam de exposições assim como é uma exigência da CBKC para a homologação dos títulos conquistados.
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Outro conselho que nós do Centro Cinófilo Salatino não cansamos de repetir é com relação aos benefícios da castração, ainda erroneamente vista por muitos como um ato cruel de mutilação.
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Se você busca um cão apenas para companhia e não tem pretensões de se tornar um criador - mesmo porque, criar cães é muito difícil, dispendioso, exige disponibilidade de tempo, espaço e principalmente não é uma atividade lucrativa - pense seriamente na hipótese de castrar o seu animal, seja ele macho ou fêmea.
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Os EUA gastam milhares de dólares em campanhas de incentivo à castração tendo em vista que a população canina mundial cresce a taxas muito elevadas e, conseqüentemente, o abandono e eutanásia dos cães indesejados também.
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Não se esqueça que é muito comum encontrarmos cadelas de determinadas raças que chegam a parir até 15 filhotes por ninhadas. Todos eles precisam de alimentação apropriada para filhotes, vermífugos e vacinas. Não há mercado suficiente para todos eles; tampouco temos tantos amigos ou conhecidos capazes de adotá-los todos.
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Castração – mitos e verdades
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A castração ainda é um assunto bastante polêmico para os proprietários de animais de estimação. Está associada à imagem de cães e gatos gordos e letárgicos, "cirurgia cruel", "mutilação do animal", etc.. É preciso desvendar o que há de falso e verdadeiro sobre a castração e entender bem quando ela é recomendada.
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"A castração deixa o animal gordo" Falso. A castração pode causar aumento do apetite, mas se a ingestão de alimento for controlada e o dono não ceder às vontades do animal, o peso será mantido. Observa-se que animais castrados quando jovens, antes de completar um ano de vida, apresentam menos sinais de aumento de apetite e menor tendência a se tornarem obesos. A obesidade pós-castração é causada, na maioria das vezes, pelo dono e não pela cirurgia.
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"A castração deixa o animal bobo" Falso. O animal ficará letárgico após a castração apenas se adquirir muito peso. Gordo, ele se cansará facilmente e não terá a mesma disposição. A letargia é conseqüência da obesidade e não da castração em si. Os animais na fase adulta e velhice vão, gradativamente, diminuindo a atividade. Muitos associam erroneamente esse fato à castração.
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"A castração mutila o animal, é uma cirurgia cruel!" Falso. A cirurgia de castração é simples e rápida e o pós-operatório bastante tranqüilo, principalmente em animais jovens. É utilizada anestesia geral e o animal já está ativo 24 horas após a cirurgia. Não há nenhuma conseqüência maléfica para o animal que continua a ter vida normal.
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"A castração evita câncer na fêmea" Verdadeiro. As fêmeas castradas antes de m ano de idade, têm chance bastante reduzida de desenvolver câncer de mama na fase adulta, se comparado às fêmeas não castradas. A possibilidade de câncer de mama é praticamente zero quando a castração ocorre antes do primeiro cio. Quando castradas mais tarde, têm a chance de desenvolverem esse tipo de câncer reduzida em 45%, que ainda é uma margem considerável. A retirada do útero anula a chance de problemas uterinos bastante comuns em cadelas após os seis anos de idade, cujo tratamento é cirúrgico, com a remoção do órgão.
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"Castrando os machos eles deixam de fazer xixi pela casa" Verdadeiro. Uma característica dos machos é demarcar o território com a urina. Se o macho, cão ou gato, for castrado antes de um ano de idade, ele não demarcará território na fase adulta. A castração é indicada também para animais adultos que demarcam território urinando pela casa.
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"Deve-se castrar a fêmea após ela ter dado cria" Falso. Ao contrário do que alguns pensam, a cadela não fica "frustrada" ou "triste" por não ter tido filhotes. Essa é uma característica humana que não se aplica aos animais.
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Por que castrar os machos? 1. Evitar fugas. 2. Evitar o constrangimento de cães "agarrando" em pernas ou braços de visitas. 3. Evitar demarcação do território (xixi fora do lugar). 4. Evitar agressividade motivada por excitação sexual constante. 5. Evitar tumores testiculares e hiperplasia da próstata. 6. Controle populacional, evitando o aumento do número de animais de rua. 7. Evitar a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxo-femural, catarata juvenil, etc.. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças).
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Se levarmos em conta quantas vezes um animal macho terá oportunidade de acasalar durante toda a sua vida reprodutiva, seria mais conveniente diminuir sua atração sexual pelas fêmeas através da castração. O animal "inteiro" excita-se constantemente a cada odor de fêmea no cio, sem que o acasalamento ocorra, ficando irritado e bastante agitado, motivando a fuga de muitos. O dono precisa vencer o preconceito, algo que é inerente aos humanos apenas, e pensar na castração como um benefício para seu animal.
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Por que castrar as fêmeas? 1. Evitar acasalamentos indesejáveis, principalmente quando se tem um casal de cães. 2. Evitar câncer em glândulas mamárias na fase adulta. 3. Evitar piometra (grave infecção uterina) em cadelas adultas e idosas. 4. Evitar episódios freqüentes de "gravidez psicológica" e suas conseqüências como infecção das tetas. 5. Evitar cios. 6. Controle populacional, evitando o aumento do número de animais de rua. 7. Evitar a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxo-femural, catarata juvenil, etc. (em cães que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças)
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É errado o conceito de que a castração só deve ser feita em cadelas de rua. Se o proprietário não tem intenção de acasalar sua fêmea, seja ela de raça ou não, é desnecessário enfrentar cios a cada 6 meses, riscos de gravidez indesejável e, principalmente, de doenças como câncer de mama e piometra. A castração garante uma vida bastante saudável para as fêmeas e bem mais tranqüila para os donos.
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